sábado, 18 de outubro de 2008

[notícia] projecto informal

Laboratório das artes de Guimarães convida a ver arte contemporânea nos espaços históricos da cidade
Público, 18.10.2008

Inaugura hoje, pelas 15h, o Projecto Informal, pelo Laboratório das Artes, em 6 diferentes espaços da cidade de Guimarães. Mais informações podem ser encontradas no sítio oficial, em www.laboratoriodasartes.net, e deve ser lida a notícia de hoje no jornal Público, aqui.

Projecto Informal começa este sábado, com instalações em seis espaços do centro de Guimarães

Um antigo hospital, dois museus, um tribunal e um palácio do século XV podem aparentemente ter pouco em comum. Mas, a partir de hoje, recebem uma mostra de arte contemporânea que quer desvendar uma outra face dos lugares históricos da cidade de Guimarães.

Estas são as linhas orientadoras do projecto Informal, uma ideia da Associação Cultural e Artística de Guimarães Laboratório das Artes, que pretende confrontar os espaços históricos da cidade com a arte contemporânea. "Quisemos contrapor a formalidade destes espaços ao carácter experimental das peças", explica Luís Ribeiro, um dos membros do colectivo que organiza a mostra.

O Laboratório das Artes não é novo nestas andanças. No ano passado, levou 19 artistas a expor numa fábrica de curtumes devoluta, no centro da cidade. Durante um mês, passaram pelo projecto Fábrica três mil pessoas. Há dois anos, o projecto Teleférico chegou a 200 mil pessoas, através das exposições no teleférico da Penha.

Mas o objectivo da associação é "inovar todos os anos". "Seria mais fácil repetirmos as fórmulas, mas não é esse o nosso caminho", explica Jorge Magalhães, outro dos artistas do Laboratório. Daí à ideia da mostra que hoje inauguram foi um passo: o projecto está a ser trabalhado desde Fevereiro, mas nunca o Laboratório tinha montado uma exposição tão grande como o Informal. "Esta mostra afasta-se das características de outros projectos. Estes são espaços que são muito visitados, mas com outras condições", destaca Magalhães.

Ao todo, são seis espaços - o palácio da Justiça, o antigo hospital da cidade, os Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, os Museus Alberto Sampaio e da Sociedade Martins Sarmento e o Paço dos Duques de Bragança - que acolhem obras de 17 artistas, entre eles alguns jovens vimaranenses e nomes consagrados da arte nacional, casos de Alberto Carneiro ou Pedro Calapez.

Por estes dias, sempre que se fala em artes, todas as conversas em Guimarães vão ter inevitavelmente à Capital Europeia da Cultura, estatuto que a cidade vai assumir em 2012. Luís Ribeiro acredita que o Informal pode contribuir para o sucesso do evento: "Com este projecto conseguimos unir várias instituições da cidade e esta realidade é muito importante, tendo em conta 2012". E a imagem de Guimarães apenas como cidade de património imaculado está a mudar? "Já não estamos fora dos roteiros artísticos nacionais. Hoje em dia, há outra abertura dos artistas para virem a Guimarães", afirma.

As exposições do projecto Informal são inauguradas esta tarde, a partir das 15h, simultaneamente nos seis espaços, e vão manter-se abertas até 13 de Dezembro.

Aos seis espaços que integram o projecto Informal junta-se um sétimo, a associação Convívio, um local histórico da vida cultural de Guimarães que no último ano tem voltado a assumir-se como um espaço do roteiro local de animação e cultura. A sede da associação, no Largo da Misericórdia, acolhe esta noite a festa de inauguração da mostra de arte contemporânea, com um DJ set de Hugo Panzer. O mesmo espaço vai acolher uma conferência, no dia 14 de Novembro, com o tema Desenhar para o Boneco: Experimentação artística na banda desenhada e a sessão de lançamento do catálogo da exposição.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

[media] o inquérito



Captura de ecrã do sítio do JN em 17 de Setembro de 2008 ~ 23h

Encontra-se online no sítio do Jornal de Notícias um inquérito em que os resultados em muito me surpreenderam. Será que a maioria das pessoas não sabe que já é possível haver casamentos entre homossexuais?! Um homem homossexual, em Portugal, sempre se pôde casar com uma mulher homossexual. Sempre!

Ao Jornal de Notícias: custa assim tanto fazer uma pergunta sem falácias?? Perguntem apenas aos vossos leitores: "Concorda com o casamento civil?". Porque este, caso realmente existisse em Portugal, já era direito de todos! Triste Portugal o meu, terra sem lei...

sábado, 13 de setembro de 2008

[media] gmrtv



Afinal a GuimarãesTV não se dedica apenas ao Vitória SC e à toponímia vimaranense... Para quem julgava que toda a atenção desta "televisão" era dedicada a temas que procuravam apenas a audiência — como eu pensei — enganou-se redondamente! Hoje a GuimarãesTV "noticia" a 7.ª edição da Concentração Tuning e Car Audio de Guimarães. Jornalismo de excelentíssima qualidade e de elevada pertinência. Ponto final. ¶

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

[ciência] o cern


O Globo da Ciência e da Inovação e o seu gigante túnel circular

Funcionou hoje o maior acelerador de partículas do mundo, baptizado de Grande Acelerador de Hadrões (LHC), orçado em 3,76 mil milhões de euros, com um perímetro de 27Km de extensão e com um total de 9300 magnetos supercondutores no seu interior. Sobre ele, o mais polémico assunto que se tem discutido é a probabilidade de formação de um buraco negro.

O blogue Obvious explica claramente que isso é impossível: "se um buraco negro fosse produzido dentro do LHC, ele teria um tamanho milhões de vezes menor que um grão de areia, e não viveria mais de 1x10^−27 segundos pois, por ser um buraco negro, emitiria radiação e evaporaria. Mas, supondo que mesmo assim ele continuasse estável, continuaria sendo inofensivo. Esse buraco negro teria sido criado à velocidade da luz (300 mil km/segundo) e em menos de 1 segundo ele atravessaria as paredes do LHC e se afastaria em direcção ao espaço. A única maneira de permanecer na terra seria se a sua velocidade fosse diminuída para 15 km por segundo. Supondo que isto ocorresse, ele iria para o centro do planeta, devido à gravidade, mas continuaria a não ser ameaçador. Para representar perigo, seria preciso que ele adquirisse massa, mas com o tamanho de um protão ele passaria pela terra sem tocar em nada (não parece, mas o mundo ultramicroscópico é quase todo formado por vazio), podendo encontrar um protão para somar à sua massa a cada 30 minutos a 200 horas. Para chegar a ter 1 miligrama, seria preciso mais tempo do que a idade actual do universo.".

A experiência científica do século — que conta apenas com 7 anos —, também em Avenida Central, Jornal de Notícias, Público e Obvious.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

[derrocada em braga] a imprensa



O acontecimento trágico que marcou o dia de hoje — a derrocada de um prédio no centro de Braga, com três vítimas mortais — exemplarmente acompanhada no blogue Avenida Central, fez-me pensar em algumas questões que considero pertinentes e que decidi comentar no blogue vizinho, aqui.

Soube o que sucedera poucos minutos antes das 14h e tentei acompanhar todas as notícias ao longo da tarde. As edições online dos jornais diários Correio do Minho e Diário do Minho nada escreveram. Pelo contrário, os jornais nacionais que acompanharam o desastre com várias actualizações ao longo da tarde. O mesmo sucedeu com os canais televisivos de notícias. Às 20h a notícia abriu todos os telejornais. A reportagem (com directo) da SIC não passou os 5 minutos. A RTP e a TVI dedicaram cerca de 9 minutos ao assunto... Cobertura exemplar e bastante.

No entanto, como seria se idêntica tragédia se apoderasse de Lisboa? Quanto tempo durariam os directos? E as entrevistas a políticos e especialistas? E as análises? Mais: para que servem as edições online se não são actualizadas nestas alturas?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

[vídeo] cultura digital

quinta-feira, 10 de julho de 2008

[publicidade] olímpicos em pequim


The fight for human rights after the Olympic Games

Neste semestre que agora terminou, quase todos os professores falaram e deram grande destaque às questões do Design Socialmente e Ambientalmente Responsável, tendo criado projectos e pedido trabalhos práticos e teóricos que abordassem o tema. Sobre isto falarei mais adiante, deixando para já um cartaz brilhante da campanha da Amnistia Internacional sobre os Jogos Olímpicos de Pequim 2008, da TBWA France. Uma imagem que vale por 1.330.044.605 palavras.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

[notícia] aluna violada na queima de braga

A aluna tinha estado ali com amigas e bebera uma ou duas bebidas, quando o colega a puxou para trás da barraca. Ainda pensou que se tratasse de mais uma praxe. Recusou quando o colega tentou convencê-la a manter relações sexuais, mas depois foi dominada pela violência. Ainda gritou, mas de nada lhe valeu. (texto Jornal de Notícias)


Não há desculpa possível. A Dura Praxis Sed Praxis está para acabar...

[Ver também Avenida Central]

quinta-feira, 15 de maio de 2008

sexta-feira, 7 de março de 2008

[marca] guimarães



Publicidade oferecida e de qualidade, um vídeo a divulgar e que deve ser visto na íntegra. Também nos blogues Colina Sagrada e Avenida Central.

(...) Encontrámos um belíssimo ambiente com ruas cheias de gente, de todas as idades, turistas, jovens universitários, residentes, visitantes que vinham do Porto e de Braga para estar com os amigos. Guimarães tem isso: a vontade de lá estar. E percebe-se porquê. Em Guimarães é bom ver-se as ruas cuidadas, com os jardins cheios de flores coloridas. É bom ver-se a confraternização nas esplanadas espalhadas pela cidade, é bom ver-se as ruas limpas e seguras, é bom ver-se o sorriso nos rostos de quem lá vive e ouvir-se, com a maior das facilidades, um bom dia mesmo a quem não se conhece… Quem lá vive diz gostar muito de lá viver e não sentir vontade de lá não estar. Pudera!! A cidade é mesmo uma maravilha… (...) (por Cristina Amaro)

sábado, 1 de março de 2008

[blogosfera] mais vale um sapo na mão...


O êxodo dos bloguers do Blogger para a Sapo continua. Não penso em mudar! Mas vou começando a compreender as razões... O Blogger está estranho.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

[notícia] cinco projectos em debate

A Câmara de Guimarães vai realizar mais duas sessões de esclarecimento sobre os cinco projectos para a cidade. O primeiro é já no dia 4 de Março, em Pevidém (a pedido da Junta de Selho S. Jorge), centrado na intervenção prevista para a zona de Silvares; depois, a 10 de Março, no Centro Cultural Vila Flor, o último debate sobre o "quente" projecto do Largo do Toural. (Joaquim Forte, JN)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

[bis] copy blogosfera & paste media

Para acabar de vez este assunto, porque as evidências têm voz própria, deixo apenas sugestões de (re)leitura para cada um tirar as suas próprias conclusões.

Os textos

A - B - C

"inspiraram" a "criação" do texto

PSG (1)

que desencadeou uma onda de textos

D - E - F - G

que por sua vez foram negados e ridicularizados com outro texto



Sou leitor assíduo de blogues. Principalmente dos que dizem respeito a Guimarães e já por várias vezes referi, aqui na Coluna, alguns desses espaços individuais de opinião. Volta e meia, quando acho que devo, chego mesmo a recomendar um ou outro.
Ainda que mantenha um espaço na blogosfera, onde coloco os textos que aqui escrevo, não tenho a veleidade de considerar que tenha um blogue. Não é actualizado regularmente, chegando a haver até quinze dias entre postagens. Na Coluna de 19 de Outubro de 2007, por exemplo, dei os parabéns ao blogue Colina Sagrada pelo convite que endereçou a cinco bloggers vimaranenses, para que cada um deles desse a sua opinião sobre um dos cinco projectos que a CMG apresentou, dando assim sequência e alargando o espectro do repto lançado pela própria autarquia que disponibilizou on-line as apresentações dos projectos, fomentando, assim, a sua discussão pública.
Os blogues, e nesse particular os que versam sobre Guimarães não são excepção, têm a facilidade de poderem ser actualizados pelos seus autores, consoante a disponibilidade de cada qual, querendo isto dizer que se esta for muita, os posts diários poderão aumentar na razão directa. Se pensarmos que existirão mais de dez blogues vimaranenses, com pelo menos uma actualização diária, estamos a falar de uns setenta posts. Numa semana.
Eu, nesta singela coluna, “tenho direito” a um único, passe a expressão, post semanal. E com limite de caracteres.
À quantidade de assuntos que são abordados nos blogues – que leio porque quero e gosto e que, tal como livros ou mesmo os jornais, revistas que leio e demais media que oiço ou vejo, acabam por, de uma ou de outra forma, influenciar aquilo sobre o qual escrevo – acabará por ser normal que os meus “desabafos” coincidam com muito do que se escreve na blogosfera.
Aparentemente quebrei um qualquer código, que desconhecia, quiçá por não ser blogger, de não poder abordar assuntos que já tenham sido abordados por outrem. E é-me vedada a concordância com opiniões emitidas por bloggers, nem que seja em algo tão banal como dizer “Parece-me que tanto podia estar a ver o Toural como a Avenida Central em Braga”, opinião expressa, também, num blogue de Tiago Laranjeiro (http://matermatuta.blogpsot.com).
Não posso concordar, ainda que concorde, de facto, com o que o Tiago escreveu. Ainda que tenham sido várias as pessoas, a dar opinião idêntica, na apresentação pública dos projectos que decorreu no CCVF, de tão óbvia que é a semelhança com aquela praça bracarense…
E ainda que, em conversa com amigos, tenha gracejado, antes sequer de ter lido o texto do Tiago, dizendo que aquilo é tão parecido com a Av. Central, que até o João Gomes Oliveira (ex-presidente do Braga) andava por lá a passear, devido às parecenças de um dos “figurantes” colado nas ilustrações do projecto, com esse empresário bracarense. Não. Não posso. É plágio. Ou copy-paste.
Caiu o Carmo e a Trindade. Aqui d’El Rei, que este anda armado em Clara Pinto Correia. Eu, o herege, até disse que o Toural sem árvores não me faz confusão.
E juizinho, não?
Meus caros bloggers, peço desculpa por ter afrontado tão novel – e no entanto, já tão forte e coesa – corporação.
Esta coluna, que é de autor, na sua maioria, consiste na descrição de experiências minhas, ou de amigos e familiares, com mais ou menos piada e de situações que vou recortando, ali e acolá e que acho que aqui, aos meus leitores poderão interessar. Há quem goste e há quem não goste. Os segundos, têm bom remédio. E sabem qual é.
Mal de mim se de cada vez que usar a expressão direito à indignação, tiver de referir o seu pai, por exemplo.
Eu tenho opinião diferente da da maioria, no que toca a muitos assuntos. Mas não me sinto obrigado a ter opinião diferente, só porque sim, para fugir do mainstream. E não me custa nada admitir que os argumentos de outros, que vou recolhendo, aqui e ali, quando os considere bons e válidos, vão ajudando à formação da minha opinião.
Podia perfeitamente não ter respondido a esta polémica na versão impressa do NG e deixado esta discussão apenas ao nível da blogosfera, votando-a a uma existência tão efémera quanto o são a maioria dos posts. Mas não. Faço-o aqui porque nunca fui de fugir ou esconder-me e porque acho que os meus leitores merecem.
Não porque A, B ou C, mais ou menos atrás de pseudónimos, ou nomes “anónimos”, acham que devo. Faço-o, acima de tudo, por uma questão de princípios. Dos quais não abdico.

desta vez mais original.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

[vimasfera] encontro de bloguers

Os bloguers de Guimarães vão encontrar-se para discutir os cinco projectos para a cidade apresentados em finais de Setembro pela autarquia. Entendemos que este debate deve ser tanto mais alargado quanto possível. E a blogosfera é um instrumento importante desse processo – pela facilidade de acesso e divulgação de informações e opiniões.

O encontro informal de bloguers tem lugar no próximo dia 1 de Dezembro, sábado, às 21h30, na Casa Medieval da Praça de S.Tiago, sede do Gabinete de Imprensa de Guimarães.

Para o debate estão convidados todos todos quantos constituem a comunidade blogger vimaranense, leitores inclusive.


Todas as informações neste e nos blogues Mater Matuta e Colina Sagrada.

domingo, 4 de novembro de 2007

[a sair...] copy blogosfera & paste media


Frangalhada, de Pedro Guimarães

Após uma prooolongada Silly Season, volta tal como anunciado, o Ócio. A festa da Rentrée continua a ser preparada e, com sorte, acontecerá ainda antes deste Natal. No entanto o blogue vai começar já a funcionar, contrariando o natural suceder das coisas (a inauguração vai acontecer já com as obras concluídas e o edifício a funcionar). E está a introdução feita.

Antes de mais não posso deixar de fazer um registo sumário (no que toca à blogosfera vimaranense) do que aconteceu durante a minha "ausência". Para além dos que não fizeram férias, há novos projectos (alguns quase dando continuidade a outros entretanto encerrados), e há o voltar-ao-activo de blogues importantes para a cidade e o fim do anonimato de alguns, como este. Por tópicos:

1. Os novos blogues de Guimarães: Memórias de Araduca, assinado pelo saudoso António Amaro das Neves; Café Toural, pelo Bando dos Oito; O São Nicolau, por três nicolinos com outros blogues; e Uma Narper, um pouco parado, do Uma Naro Pero.

2. Os regressos: Colina Sagrada, que reentra em grande com o convite a vários bloguers para comentar os 5 Projectos para Guimarães; e Mater Matuta, que "acaba com o anonimato" e se revela Tiago Laranjeiro (já o sabíamos laranja...).

3. Os contínuos: Um Certo Olhar; A Divina Desordem; Bionico; e Zuminho.

Feito o registo sumário, que já toda a gente deve conhecer, vou alongar-me agora na conversa.

Eu Spicka de Guimarães, sou o Cláudio Rodrigues. É altura, (e aproveitando a onda do Ergolas), de acabar com o anonimato que nunca o foi. A minha "ausência" (com aspas porque andei sempre por aqui) deu-me tempo para reflectir e chegar à conclusão que assinar o que escrevo com nicknome não faz sentido. Ponto final.

Gostava de agradecer publicamente o convite feito pelo Samuel Silva para comentar na sua Colina os 5 Projectos para Guimarães. A ideia é salutar e importante, visto a discussão ter sido tão escassa, até na imprensa local. Há que dar mais importância ao que se escreve pelos blogues, a discussão também anda por aqui! Por falar nisso...

Paulo Saraiva Gonçalves (PSG). Autor da coluna Coluna Com Vista Sobre a Cidade, no Notícias de Guimarães, PSG proporciona-me semanalmente alguns minutos de puro humor e largas gargalhadas. A sua última crónica quase que me deixava sem ar de tanto rir! O Ergolas também a leu... Começa assim:

"Conforme tinha prometido, há duas colunas/semanas atrás vou aqui dar a minha opinião sobre os 5 projectos que prometem mudar Guimarães, como a conhecemos. Fá-lo-ei à minha maneira. Despretensiosamente e sem querer aqui repetir opiniões recolhidas aqui e ali, chapando-as como minhas."

Ok. Esta parte não tem piada nenhuma, até (muito sinceramente) me alegrou. Pela primeira li a verdadeira opinião do PSG, sem necessidade de fontes! Mas cometi um erro: continuei a ler... Se é certo que o primeiro parágrafo é deveras original, o resto do texto não me é nada estranho, tendo eu já lido este, este, este e este textos. Não resisto a salientar uns pormenores:

PSG: Parece-me que tanto podia estar a ver o Toural como a Avenida Central em Braga ou o largo que fizeram no Centro de Celorico.
Fonte: Acho este projecto demasiado semelhante à Avenida Central bracarense [...].

PSG: Não vou pelo fait divers das arvorezinhas, coitadinhas, porque não me parece que esse seja realmente o cerne da questão. Árvores já as lá, na Alameda, temos e a qualquer altura se podem lá, no Toural, “colocar” outras.
Fonte: Na discussão que tem vindo a lume acerca do projecto de renovação do Toural, o debate tem-se centrado num detalhe (as árvores), em vez de dissecar a substância (o parque de estacionamento e o atravessamento subterrâneos). Qualquer decisão de retirar as árvores terá sempre volta, se se acabar por constatar que foi um erro. Bastará plantar outras, tal como já antes se fez, em diferentes ocasiões [...].

PSG: Não me sinto também habilitado a dizer qual seria a solução para dar o tal carácter, a tal imponência e dimensão histórica que falta à nossa Praça Maior [...].
Fonte: Plaza Mayor, ou Toural.

Atenção: o que PSG faz não é copy & paste! Apenas é pouco original e limita-se quase a reinventar pobremente aquilo que lê por aí. É pena, pois uma página de jornal, embora ímpar, podia ser bem melhor aproveitada... Faça um esforço, caríssimo!

Para finalizar, e de forma muito muito muito sucinta, o "caso" Café Expresso do Ave. Confesso que bastou um parágrafo há alguns anos atrás, ao travar conhecimento com o jornal, para chegar à conclusão que nem sequer com muito esforço vale alguma coisa. Mas isto que aconteceu não se admite! A Gerência do Café Toural, com o seu "simples exercício para ver como funcionava o [...] jornalismo de copy & paste", teve uma ideia brilhante!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

[notícia] cultura nocturna


No Sofá, de Henri de Toulouse-Lautrec

A notícia li-a no Guimarães Digital. Parece que vai abrir na Av. D. João IV um clube nocturno, coisa que inevitavelmente gera sempre apreensão por parte dos moradores, o que concordo. O ridículo nesta história é que o clube anuncia streap-tease e show lésbico, e os moradores, em carta aberta, condenam a diversão anunciada por ser degradante e um atentado à dignidade numa alusão ao streap-tease e show lésbico. Isto é preconceito! Uma pessoa lésbica, gay, bissexual ou transgénera é tão ou mais digna que qualquer outro ser humano! Esta carta é vergonhosa! Além de tudo, streap-tease é arte! Já disse!

domingo, 1 de julho de 2007

[notícia] blogminho

Blogosfera minhota dá exemplo de acção cívica
Criação de um portal para blogues da região foi uma das propostas em análise
Alertar os políticos regionais e nacionais para os problemas do Minho foi um dos motivos que levaram os blogues Avenida Central, de Braga, Ócio e Mater Matuta, de Guimarães, a organizar o 1.º Encontro de Bloggers e Leitores de Blogues do Minho, que decorreu ontem no Cybercentro da Cidade-Berço, subordinado ao tema "A blogosfera ao serviço do desenvolvimento regional".

Participado por representantes de cerca de 20 blogues minhotos, sobretudo radicados no eixo Braga-Famalicão-Guimarães, o evento visou a troca de ideias e a articulação de estratégias com o propósito de combater a fraca repercussão do trabalho destes activistas no terreno das decisões políticas. "Há regiões, sobretudo Porto e Lisboa, que, no universo da blogosfera, têm voz activa e influenciam a política nacional", disse Pedro Morgado, um dos organizadores, que preconiza "a criação de um portal para o Minho, agrupando os contributos dos vários blogues que existem na região". Isso acrescido da multiplicação de encontros como o que ontem se realizou, oportunidade para que muitos dos bloggers ali presentes, que já se contactam há anos, se conhecessem pessoalmente.

Pelas reivindicações dos participantes passaram temas como a educação, a saúde, o planeamento regional ou o "portocentrismo", aos quais, advoga Morgado, poderão ser consagradas, depois, "iniciativas mais específicas". Na opinião deste activista, o facto de os blogues do Minho terem "poucas visitas" deve-se, em boa parte, "ao défice de participação cívica e democrática que se verifica na região".

Muitas vezes vistas como cidades rivais, Braga e Guimarães estão, neste caso, "de mãos dadas", procurando inverter o diagnóstico de Morgado. "As incompatibilidades são no futebol", diz o próprio. "Na blogosfera queremos é atrair o máximo de investimento para o Minho". (Marcos Cruz, no Diário de Notícias)

sexta-feira, 29 de junho de 2007

[notícia] feira do comer

A Feira do Comer de Guimarães acabou. O certame sucumbiu às exigências apertadas da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica). A edição deste ano, que deveria decorrer no pavilhão multiusos, em Outubro, já não se realiza. O presidente da Câmara fala de "fundamentalismo" na aplicação da lei à restauração. A feira surgiu em 1998, no Parque das Hortas, transitou, em 2004, para o parque de estacionamento do multiusos, que não se revelou o melhor palco; este ano, deveria decorrer no interior, mas o novo modelo não vingou por causa das exigências da ASAE. (ler artigo completo no JN)

quarta-feira, 27 de junho de 2007

[aniversário] revista blitz

Blitz 13. Guimaraes Guimarães Braga Vizela Porto Blog Blogue Ocio Ócio Cultura Urbano Urbana Zine Magazine Artes Plásticas Plasticas Musica Música Tendências Tendencias Guia Spicka Spika Spica Berço Ana Concertos Concerto Blitz Fotografia Cinema Arquitectura Arte CCVF Vila Flor Cultural Theatro Circo Casa Artes
Capa Blitz n.º 13

A revista de música Blitz faz um ano! Para o assinalar, Qui 27 estará nas bancas uma edição especial com 132 páginas, a revista Extra Super Bock Super Rock e o terceiro livro da colecção Optimus Blitz Aprova, tudo pelo preço do costume. ±

Destaques do número 13:

O Boom do Rock Português, que em 1980 fez estremecer a música portuguesa e deu o pontapé de saída para a indústria da música nacional em moldes profissionais é o tema central da edição número 13 da revista BLITZ. Relembramos os tempos do «Chico Fininho» e dos «Cavalos de Corrida» numa extensa reportagem de 18 páginas assinada por Rui Miguel Abreu e onde se podem ler depoimentos dos principais protagonistas do chamado «boom» do rock português.

Zé Pedro dos Xutos & Pontapés, António Manuel Ribeiro dos UHF, Rui Reininho dos GNR, homens da rádio como Júlio Isidro e Luís Filipe Barros, produtores discográficos como António Pinho e Francisco Vasconcelos abrem o baú de memória e discorrem sobre um tempo que foi sem dúvida marcante. Rui Veloso, que continua a afastar o rótulo de «pai do rock português» é alvo de uma entrevista em separado. Tudo profusamente ilustrado por Hélder Oliveira, um dos maiores talentos da ilustração portuguesa.

Neste número, contem também com entrevistas aos White Stripes, Marilyn Manson, Maroon 5, Maria de Medeiros e Ana Moura, que ainda na Segunda-feira subiu ao palco para cantar «No Expectation» com os Rolling Stones. O período mágico e mui conturbado de David Bowie em Berlim é a peça maior do Retrovisor deste mês. Ou como a companhia de Iggy Pop e da cocaína deu origem a três álbuns seminais da música pop - Low, "Heroes" e Lodger.

Ainda neste número, publicamos a lista dos 50 discos que abalaram o mundo. Sim, é mais uma lista, desta vez alinhada de acordo com as escolhas de Björk, The Edge (dos U2), Brian Wilson (Beach Boys), Patti Smith, James Murphy (LCD Soundsystem), Bobby Gillespie (Primal Scream), André 3000 (Outkast), Alex Turner (Arctic Monkeys), Chino Moreno (Deftones), Kevin Shields (My Bloody Valentine) e muitos, muitos mais. Afinal, dentro de cada estrela também há um fã de música. Conheça-os melhor.

Nas críticas de discos, destaque para os novos álbuns dos Queens of the Stone Age, White Stripes e Chemical Brothers, sendo ainda incluídas recensões dos últimos trabalhos de Battles, Paul McCartney, Jazzanova, Marilyn Manson, Tomahawk, Editors, Avril Lavigne, Frank Black, Lisa Gerrard e Chris Cornell, entre muitos outros.

Micro Audio Waves, Coldfinger e Belasco estão presentes na secção Quase Famosos mas só mesmo tendo nas mãos um exemplar é que se percebe que nunca se ouviu uma revista assim! (texto blitz.pt)

terça-feira, 26 de junho de 2007

[notícia] pedro emanuel pereira

O jovem pianista Pedro Emanuel Pereira, de Guimarães, é um coleccionador de prémios. Aos 16 anos já conta com invejável palmarés. Um dos últimos foi conquistado em Espanha - venceu a 14.º Concurso Internacional para Jovens Pianistas e Música de Câmara, em San Sebastian, entre mais de 200 pianistas. Pelo meio, soma aparições públicas reveladoras do reconhecimento que vai despertando. (...) No passado fim-de-semana, foi um dos convidados da sessão solene do 24 de Junho, no Centro Cultural de Vila Flor, e brilhou com a improvisação à volta dos hinos da cidade, de Portugal e da Europa. "Ver a sala inteira a aplaudir-me, de pé, foi uma sensação especial", confessou. O jovem afirma-se disciplinado quando se trata de preparar actuações - "trabalho de manhã à noite, concentro-me durante uma semana" - e determinado quanto ao futuro estudar no estrangeiro, nos EUA de preferência, se para tanto der a bolsa que espera obter. (...) Pedro Emanuel Pereira começou a tocar piano aos 5 anos, com Marina Pikoul; estuda desde 1998 com Marian Pivka, ex-aluno de Vera Gornostayeva. (...) (excertos do texto de Joaquim F., JN)