sexta-feira, 13 de abril de 2007

[notícia] arte contemporânea

Três cidades do Norte acolhem arte experimental

Do lado português, temos Famalicão, Braga e Porto. Do lado alemão, a cidade de Berlim. Estes são os locais onde vai decorrer o 3º Festival Internacional de Arte Contemporânea/Arte Experimental, que começa no dia 21 e se prolonga até 7 de Julho. Mais conhecido por IMAN, abreviatura de "intermédia, multimédia, acção e nada", o certame desenvolve-se este ano sob o conceito "the art of noise" estímulos para desenhar territórios.

A terceira edição do evento tem como grande novidade a inauguração da galeria "Quarto escuro", já amanhã, pelas 16 horas. Situada em Famalicão, no edifício designado por "A eléctrica", será uma área dedicada, sobretudo, à vídeo-arte. Para começar, apresenta cerca de oito horas ininterruptas de projectos de dez artistas, além de uma instalação, uma performance e um concerto (este às 23 horas).

Segundo Alexandre A. R. Costa, director artístico do festival, o IMAN é "um evento multidisciplinar, em que as artes plásticas em geral aparecem cruzadas com outras formas de expressão artística contemporânea". Além disso, surgem as vertentes de instalação, performance e vídeo-arte, sem esquecer a "permanente experimentação sonora e visual".

A par de "A eléctrica", também a Casa das Artes de Famalicão acolhe algumas das iniciativas do evento. Já em Braga, os locais são o Theatro Circo e a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. No Porto, o festival estará no Maus Hábitos e no Cinema Batalha, enquanto em Berlim terá como palco as galerias Rosalux (dia 25 de Abril, com a divulgação de trabalhos de artistas portugueses) e Zero (em Julho, com conferências, performances, exposições e instalações).

Este ano, o IMAN presta homenagem a um grande nome da arte de acção e da poesia visual e experimental. Trata-se do espanhol Bartolomé Ferrando, que apresentará, em conferência, os seus processos de construção sonora, sendo também responsável por uma performance. Já na área da vídeo-arte, serão cerca de 30 os artistas a apresentar trabalhos nos vários espaços envolvidos na iniciativa, toda ela virada para o rumo que a experimentação artística pode tomar num mundo repleto de ruído sonoro e visual. (Notícia do JN)


Guimarães não terá "capacidade" para acolher um evento destes, ou este, o evento, será fraco demais para um público tão conhecedor e cosmopolita? Para mim, é mais uma coisa que a cidade Capital Europeia da Cultura em 2012 vê passar, literalmente, ao lado...

2 comentários:

José Pedro disse...

Tirando a questão do passamento ao lado do "Berço", trata-se de uma muito interessante notícia! E fica tudo perto...

Spicka disse...

É claro que é uma óptima notícia, mas tenho mesmo pena que não passe por cá, embora passe muito muito perto.

Acho que se deve começar já a trabalhar (e não só a pensar...) na Capital Europeia da Cultura 2012. Para mais, em Guimarães pretende-se construir um Museu de Arte Contemporânea, onde este acontecimento "encaixava" muito bem...